Um raio-x completo: presença digital, o que o eleitor sente, onde mora o voto e onde estão os adversários. O diagnóstico que vira plano de campanha.
E mais: como usar a eleição de 2026 (Deputado Federal) como degrau pra ganhar a Prefeitura de São Paulo em 2028. Tudo que vem a seguir responde essas duas perguntas — com dado real, não opinião.
Não é marketing pronto. É o mapa que abre os olhos da campanha: pra onde ir, como falar, onde está o voto que falta. Todo número tem fonte datada — inclusive o que dói.
A distância entre o tamanho da audiência e o tamanho da votação é o diagnóstico inteiro em uma imagem.
Boa notícia escondida no número: a rejeição é baixíssima. O problema dele não é gente que odeia — é gente que não sabe quem ele é. Isso se conserta.
Ele é engenheiro civil. A maior dor de SP é segurança; a terceira é enchente e zeladoria — tudo território de obra. Nenhum adversário do campo dele tem essa credencial. E ela está engavetada.
Palco no estado inteiro. Converte o alcance nacional em votos paulistas e o torna puxador de legenda.
Prefeito é obra, enchente, transporte, segurança. Engenheiro candidato a prefeito é o casamento perfeito.
O maior gap diagnosticado — a credencial esquecida — é também o maior trunfo da candidatura. A capital é a espinha das duas eleições.
Curtiria votar, mas reclama do tom. Crítica de forma, não de ideia. Barata de corrigir.
Conhece ele pela associação errada — "o que apanhou no Pânico". Objeção de competência, não de ideologia.
Falar técnico de cidade mata "despreparo". Tom calmo mata "grita". Falar de obra e enchente do bairro mata "elite desconectada". Um único reposicionamento conserta os dois eleitores — e é a única ponte da cadeira de deputado à Prefeitura.
1 milhão de alcance nacional, mas quem elege é o eleitor paulista. Falta mirar a cidade.
95% dos posts são reação a terceiros (Lula, Flávio, Trump). O público aplaude o alvo, não o Tomé.
Engenheiro civil, e a dor nº1 de SP é segurança/obra. Ele fala de guerra cultural.
Republicanos é a máquina evangélica da Universal em SP. Ele nunca ativou o púlpito do próprio partido.
Grava CNN, Gazeta e Jovem Pan toda semana. O YouTube rende 13-25 views por vídeo — autoridade pronta, não distribuída.
"Sou engenheiro. SP não precisa de grito, precisa de quem entende de obra e segurança." Wedge sem concorrente.
"Por que larguei a engenharia pra ir pra rua." Transforma o reativo em protagonista.
1 debate = 5 a 8 cortes verticais. Custo de conteúdo perto de zero. O quick win mais fácil.
A causa-saúde (Lei 18.071/2024, que é dele de verdade) encontra o evangélico sem atrito de costumes.
Anúncio de candidato fora do período é vedado por lei. A jogada é deixar tudo pronto pra ligar no dia 1.
3º mandato vedado. Aprovação alta, mas sem herdeiro estruturado. A cadeira fica sem dono.
Pablo Marçal inelegível 8 anos. Sua base do 1º turno de 2024 vira disputável. Quem capturar, lidera a direita.
A jogada: cravar-se como "a direita limpa e de rua de São Paulo" e herdar essa base — antes que os rivais o façam. O contraste de ouro: ele recusou a Secretaria de Urbanismo de Nunes em 2024. "Não troquei a rua por cargo."
Qualquer um coleta seguidor e voto. O que vira estratégia é o cruzamento: o alcance nacional puxa o voto paulista; o excesso de combate puxa a crítica do "grita"; a credencial de engenheiro encontra a dor real da cidade. Sete camadas, uma leitura.
É essa rede, e não nenhum dado sozinho, que torna a recomendação muito provavelmente certa.
O que você viu até aqui é a estratégia. O dossiê completo desce ao chão da execução — o passo a passo de quem faz:
28 roteiros prontos de Reels e TikTok, com o mix dos 6 pilares em percentual.
Mapa físico da capital, bairro a bairro — reduto, ponte e periferia, com a abordagem de cada um.
Semana-tipo e calendário dia a dia de 90 dias — cada dia já sai com o conteúdo que ele produz ali.
Parceiros reais por cidade, com nome e votação, pra caravana do interior virar voto.
A estratégia diz "fure a periferia pela causa-saúde". A execução diz qual local, com qual liderança, em que dia, com qual roteiro na mão e a primeira frase ao descer do carro.
"O risco do Tomé não é a rejeição — é a invisibilidade.
E invisibilidade se resolve com narrativa, não com mais grito."
É esse o material que se apresenta a ele: o ativo está pronto — um milhão de alcance, trajetória limpa, a credencial certa. Falta mirar o voto que decide. O dossiê mostra exatamente como.