Confidencial
Inteligência de Campanha · Tomé Abduch

O que a gente enxergou sobre o Tomé
— e o caminho até a Prefeitura de SP.

Um raio-x completo: presença digital, o que o eleitor sente, onde mora o voto e onde estão os adversários. O diagnóstico que vira plano de campanha.

Deputado Estadual SP · Republicanos 221.656 votos (2022) 2.164 comentários analisados Coleta · 30/05/2026
A pergunta que esse trabalho responde

Ele tem um milhão de pessoas ouvindo.
Como isso vira voto que elege?

E mais: como usar a eleição de 2026 (Deputado Federal) como degrau pra ganhar a Prefeitura de São Paulo em 2028. Tudo que vem a seguir responde essas duas perguntas — com dado real, não opinião.

O princípio

A gente diagnostica. Ele executa.

Não é marketing pronto. É o mapa que abre os olhos da campanha: pra onde ir, como falar, onde está o voto que falta. Todo número tem fonte datada — inclusive o que dói.

O ponto de partida

A plateia é gigante. A urna, não.

A distância entre o tamanho da audiência e o tamanho da votação é o diagnóstico inteiro em uma imagem.

1.011.217
Seguidores no Instagram
alcance nacional
221.656
Votos em SP (2022)
TSE / SEADE
4,2%
De rejeição real
668 comentários classificados

Boa notícia escondida no número: a rejeição é baixíssima. O problema dele não é gente que odeia — é gente que não sabe quem ele é. Isso se conserta.

A leitura central do dossiê

O engenheiro de rua que mira São Paulo

Ele é engenheiro civil. A maior dor de SP é segurança; a terceira é enchente e zeladoria — tudo território de obra. Nenhum adversário do campo dele tem essa credencial. E ela está engavetada.

2026 · o degrau

Deputado Federal

Palco no estado inteiro. Converte o alcance nacional em votos paulistas e o torna puxador de legenda.

2028 · o destino

Prefeito de São Paulo

Prefeito é obra, enchente, transporte, segurança. Engenheiro candidato a prefeito é o casamento perfeito.

O maior gap diagnosticado — a credencial esquecida — é também o maior trunfo da candidatura. A capital é a espinha das duas eleições.

A voz do votante · 2.164 comentários reais

Dois eleitores. Um mesmo conserto.

O seguidor morno

Já é da direita — falta a VOZ

Curtiria votar, mas reclama do tom. Crítica de forma, não de ideia. Barata de corrigir.

"concordo com tudo mas para de gritar" · "não suporto a voz"
O não-seguidor

O eleitor que decide a Prefeitura

Conhece ele pela associação errada — "o que apanhou no Pânico". Objeção de competência, não de ideologia.

"vai estudar antes de ir pra TV" (116 likes)
A ponte que resolve os dois

Assumir o engenheiro. Soltar o rótulo de "gritador".

Falar técnico de cidade mata "despreparo". Tom calmo mata "grita". Falar de obra e enchente do bairro mata "elite desconectada". Um único reposicionamento conserta os dois eleitores — e é a única ponte da cadeira de deputado à Prefeitura.

O coração do diagnóstico

Os 5 gaps que ninguém da equipe viu

1

O megafone aponta pro Brasil — não pra SP

1 milhão de alcance nacional, mas quem elege é o eleitor paulista. Falta mirar a cidade.

2

O conteúdo viraliza, mas o nome não gruda

95% dos posts são reação a terceiros (Lula, Flávio, Trump). O público aplaude o alvo, não o Tomé.

3

A credencial mais valiosa está engavetada

Engenheiro civil, e a dor nº1 de SP é segurança/obra. Ele fala de guerra cultural.

4

O voto mais barato está sobre a mesa

Republicanos é a máquina evangélica da Universal em SP. Ele nunca ativou o púlpito do próprio partido.

5

Há ouro de TV sendo jogado fora

Grava CNN, Gazeta e Jovem Pan toda semana. O YouTube rende 13-25 views por vídeo — autoridade pronta, não distribuída.

Do diagnóstico à ação

As 5 jogadas que destravam voto

1

Virar o megafone pra São Paulo

"Sou engenheiro. SP não precisa de grito, precisa de quem entende de obra e segurança." Wedge sem concorrente.

2

A série de origem — fazer o nome grudar

"Por que larguei a engenharia pra ir pra rua." Transforma o reativo em protagonista.

3

Reciclar a TV — YouTube + TikTok nativo

1 debate = 5 a 8 cortes verticais. Custo de conteúdo perto de zero. O quick win mais fácil.

4

Abrir o púlpito — coalizão evangélica via saúde

A causa-saúde (Lei 18.071/2024, que é dele de verdade) encontra o evangélico sem atrito de costumes.

5

Preparar a mídia paga pra janela eleitoral

Anúncio de candidato fora do período é vedado por lei. A jogada é deixar tudo pronto pra ligar no dia 1.

A oportunidade de 2028

O adversário não é um homem. É o vácuo.

Vaga aberta

Ricardo Nunes não pode disputar

3º mandato vedado. Aprovação alta, mas sem herdeiro estruturado. A cadeira fica sem dono.

O prêmio

~28% órfãos de Marçal

Pablo Marçal inelegível 8 anos. Sua base do 1º turno de 2024 vira disputável. Quem capturar, lidera a direita.

A jogada: cravar-se como "a direita limpa e de rua de São Paulo" e herdar essa base — antes que os rivais o façam. O contraste de ouro: ele recusou a Secretaria de Urbanismo de Nunes em 2024. "Não troquei a rua por cargo."

Por que isso não é só "dado"

O valor não está no número.
Está na rede que eles formam.

Qualquer um coleta seguidor e voto. O que vira estratégia é o cruzamento: o alcance nacional puxa o voto paulista; o excesso de combate puxa a crítica do "grita"; a credencial de engenheiro encontra a dor real da cidade. Sete camadas, uma leitura.

7
Camadas cruzadas — digital, sentimento, território, competição, reputação, demanda, dados oficiais
2.164
Comentários reais classificados um a um — nas páginas dele e nos cortes de TV onde mora o não-seguidor

É essa rede, e não nenhum dado sozinho, que torna a recomendação muito provavelmente certa.

A profundidade por baixo do diagnóstico

Isso é a direção. Embaixo tem o mapa rua a rua.

O que você viu até aqui é a estratégia. O dossiê completo desce ao chão da execução — o passo a passo de quem faz:

Conteúdo

28 roteiros prontos de Reels e TikTok, com o mix dos 6 pilares em percentual.

Onde estar

Mapa físico da capital, bairro a bairro — reduto, ponte e periferia, com a abordagem de cada um.

Ritmo

Semana-tipo e calendário dia a dia de 90 dias — cada dia já sai com o conteúdo que ele produz ali.

Federal

Parceiros reais por cidade, com nome e votação, pra caravana do interior virar voto.

A estratégia diz "fure a periferia pela causa-saúde". A execução diz qual local, com qual liderança, em que dia, com qual roteiro na mão e a primeira frase ao descer do carro.

A tese, em uma frase

"O risco do Tomé não é a rejeição — é a invisibilidade.
E invisibilidade se resolve com narrativa, não com mais grito."

É esse o material que se apresenta a ele: o ativo está pronto — um milhão de alcance, trajetória limpa, a credencial certa. Falta mirar o voto que decide. O dossiê mostra exatamente como.

Fase 1 · Raio-X + Estratégia — concluída Fase 2 · Reputacional / Diligence — a seguir
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